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é o quanto o WhatsApp converte mais que o e-commerce tradicional, segundo o Chat Commerce Report 2025

← Blog · 16 de junho de 2026 · 7 min de leitura

Resumo do artigo

Ler dez definições de funil de vendas não ensina tanto quanto ver um funil desenhado de ponta a ponta. Por isso este post é uma coletânea de exemplos de funil de vendas reais, com o fluxo visual de cada um, pra você copiar o modelo que mais combina com o seu negócio. Em vez de teoria, você vai ver o caminho exato que o cliente percorre do anúncio até a compra.

E o motivo de existirem vários modelos é simples: cada canal converte de um jeito. Pra você ter uma ideia do tamanho da diferença, o WhatsApp converte até 6x mais que o e-commerce tradicional, segundo o Chat Commerce Report 2025. Usar o funil errado pro seu tipo de venda é como usar um mapa de outra cidade: você até anda, mas não chega.

Antes de começar, um lembrete: funil não é enfeite de slide. É a representação das etapas que uma pessoa passa até virar cliente, e serve pra você enxergar onde ela desiste. Se quiser a base teórica completa depois, leia o guia de funil de vendas. Aqui vamos direto pros exemplos.

Antes dos exemplos: o que todo funil tem em comum

Independente do negócio, todo funil tem três grandes blocos. O topo, onde pessoas que ainda não te conhecem descobrem sua marca. O meio, onde elas consideram comprar e você precisa gerar confiança. E o fundo, onde a decisão acontece e o dinheiro troca de mãos. Os exemplos abaixo mudam o canal e os gatilhos, mas essa lógica de topo, meio e fundo se repete em todos.

O que muda de um funil pro outro é o tempo de decisão e o número de etapas. Um e-commerce de produto barato fecha em minutos. Um serviço de alto valor pode levar semanas e exigir uma reunião. Por isso, copiar etapas demais ou de menos é um erro clássico: você cria atrito onde não precisa ou pula a etapa de confiança onde ela é decisiva.

Em cada exemplo a seguir, preste atenção em três coisas: de onde vem o tráfego, qual é a página ou conversa que recebe esse tráfego, e qual é o evento de conversão. Esses três pontos são o esqueleto de qualquer funil.

Exemplo 1: funil de e-commerce (produto físico)

Este é o funil mais comum no Brasil. O tráfego vem de anúncios no Meta Ads ou Google Shopping e cai direto na página do produto. Quem se interessa adiciona ao carrinho, vai pro checkout e, no melhor cenário, paga. O problema é que a maioria não paga de primeira: o abandono de carrinho gira em torno de 70% no varejo digital, então o funil precisa de um caminho de recuperação.

Na prática, o funil de e-commerce que vende bem tem duas camadas. A primeira é a jornada principal (anúncio, produto, carrinho, checkout, compra). A segunda é a automação que resgata quem travou no meio, geralmente por e-mail e WhatsApp com lembrete e, às vezes, um cupom. Se quiser o passo a passo dessa recuperação, veja como recuperar carrinho abandonado.

O segredo aqui não é só atrair mais gente, é parar de perder quem já demonstrou interesse. Cada ponto percentual recuperado no checkout costuma valer mais que dobrar o investimento em tráfego frio.

Exemplo 2: funil de infoproduto (lançamento)

No infoproduto, o jogo é gerar desejo antes de vender. O tráfego de anúncios ou conteúdo orgânico leva a pessoa pra uma página de captura, onde ela troca o e-mail e o WhatsApp por uma aula gratuita ou um material rico. A partir daí entra uma sequência de nutrição: conteúdos que ensinam, quebram objeções e preparam a oferta.

Só depois dessa nutrição é que vem a página de vendas com o produto e o checkout. Funis de lançamento somam ainda gatilhos de urgência, como turma com vagas limitadas ou bônus que expira. Esse modelo funciona porque ninguém compra um curso de R$ 2.000 no primeiro clique: a venda acontece na confiança construída ao longo da sequência.

É o tipo de funil que mais depende de automação de marketing bem amarrada. Sem os e-mails e mensagens disparando no momento certo, o lead esfria e o lançamento morre.

Exemplo 3: funil de prestador de serviço e agência (alto valor)

Quando o ticket é alto e a venda exige conversa, o funil ganha uma etapa de qualificação. O tráfego cai numa landing page que oferece um diagnóstico ou orçamento gratuito. A pessoa preenche um formulário com algumas perguntas (faturamento, necessidade, prazo) e isso filtra quem realmente tem perfil.

Os leads qualificados vão pra uma reunião ou call de fechamento, e só ali a proposta é apresentada. Esse modelo troca volume por qualidade: é melhor agendar 10 reuniões com gente certa do que 100 conversas sem perfil. O formulário de qualificação é o coração desse funil, porque protege o tempo do time comercial.

Advogados, dentistas, arquitetos, consultorias e agências usam essa estrutura. O erro mais comum é mandar todo lead direto pra venda sem qualificar, o que entope a agenda com curiosos e derruba a taxa de fechamento.

Exemplo 4: funil de WhatsApp (conversa que vende)

O funil de WhatsApp inverte a lógica tradicional: em vez de levar a pessoa pra uma página, o anúncio leva direto pra uma conversa. O usuário clica no botão "Enviar mensagem", cai num atendimento (humano ou com chatbot), recebe respostas, é qualificado ali mesmo e fecha sem sair do aplicativo. Isso reduz etapas e atrito, e ajuda a explicar por que o WhatsApp converte tanto.

Esse modelo brilha em negócios onde o cliente tem dúvidas antes de comprar: imóveis, veículos, serviços, produtos de ticket médio. A automação cuida das primeiras respostas e da triagem, e o humano entra pra fechar. Bem montado, ele junta a velocidade do digital com a confiança de falar com gente de verdade.

O cuidado aqui é organizar a conversa em etapas claras, senão o lead fica perdido no "limbo" do chat. Mapear esse funil de conversa antes de configurar evita respostas soltas e perda de venda por desorganização.

Exemplos 5, 6 e 7: isca digital, recorrência e remarketing

O exemplo 5 é o funil de isca digital, muito usado em B2B e negócios que vendem com calma. Você oferece um material gratuito (e-book, planilha, webinar) em troca do contato, nutre esse lead com conteúdo por dias ou semanas e só depois apresenta a oferta. É o funil que transforma desconhecidos em compradores com paciência e relacionamento.

O exemplo 6 é o funil de recorrência, típico de SaaS, clubes de assinatura e academias. Aqui o foco não é só a primeira venda: existe um teste grátis ou plano de entrada, um período de ativação pra mostrar valor e, principalmente, etapas de retenção pra evitar cancelamento. Vender uma vez é fácil, manter o cliente pagando todo mês é onde está o lucro.

O exemplo 7 é o funil de remarketing, que não vive sozinho: ele resgata quem passou pelos outros funis e não comprou. Por anúncios e mensagens, você reapresenta a oferta pra quem visitou o site, abandonou o carrinho ou abriu a página de vendas. Como esse público já te conhece, costuma ser o tráfego mais barato e mais rentável. Se quiser se aprofundar, veja o guia de remarketing.

Como desenhar o seu funil (e parar de copiar no escuro)

Esses 7 exemplos são pontos de partida, não receitas fixas. O melhor funil pro seu negócio nasce de uma pergunta: qual é o caminho real que meu cliente faz hoje até comprar? Comece desenhando esse caminho com as etapas que você já tem, marque de onde vem o tráfego, quais páginas ele visita e onde está o evento de conversão.

Em seguida, anote em cada etapa quantas pessoas entram e quantas avançam. É aí que o gargalo aparece: quase sempre existe um ponto onde metade some, e é nele que você deve focar antes de gastar mais em anúncio. Pra entender o que medir em cada fase, veja as etapas do funil de vendas.

Fazer isso na cabeça ou em planilha não funciona, porque funil é visual por natureza. No Flownel você desenha qualquer um desses modelos num canvas, conecta as etapas e enxerga o fluxo inteiro numa tela só, do jeito que mostramos nos diagramas deste post. Dá pra começar de graça e montar o seu primeiro funil hoje. Veja os planos do Flownel quando quiser escalar.

Fonte: E-Commerce Brasil / Chat Commerce Report 2025

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Perguntas frequentes

Quais são os principais exemplos de funil de vendas?

Os mais usados são o funil de e-commerce, o de infoproduto (lançamento), o de serviço de alto valor com qualificação, o de WhatsApp, o de isca digital, o de recorrência e o de remarketing. Cada um muda o canal de tráfego, o número de etapas e os gatilhos, mas todos seguem a lógica de topo, meio e fundo.

Qual é o melhor tipo de funil de vendas para o meu negócio?

Depende do ticket e do tempo de decisão do cliente. Produtos baratos e de compra rápida pedem funis curtos como o de e-commerce ou WhatsApp, enquanto serviços caros e infoprodutos exigem etapas de qualificação ou nutrição antes da venda.

Quantas etapas deve ter um funil de vendas?

Não há número fixo: o ideal é ter apenas as etapas necessárias pro seu cliente decidir. Vendas simples funcionam com 3 a 4 etapas, enquanto vendas complexas e de alto valor podem ter 5 ou mais, incluindo qualificação e reunião de fechamento.

Como montar um funil de vendas na prática?

Desenhe o caminho real que o cliente faz até comprar, marcando origem do tráfego, páginas e o evento de conversão. Depois meça quantas pessoas avançam em cada etapa pra achar o gargalo, e use uma ferramenta de canvas visual como o Flownel pra enxergar o fluxo inteiro.

EP
Eder Prado
Especialista em growth e tráfego pago, fundador do Flownel. Há mais de uma década planejando e otimizando funis de vendas para e-commerces no Brasil.
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